Publicado: Terça-feira , 21 de Abril de 2026
Naquele que foi o melhor derby dos últimos anos o Benfica foi feliz com um golo de Rafa já nos descontos. Um minuto antes o Sporting perdera a oportunidade de vencer com a anulação de um golo de Rafael Nel, por fora de jogo.
O resultado justo seria um empate que na verdade apenas beneficiaria o FC do Porto, necessitando ambas da vitória, na qual apostaram forte num jogo emocionante e bem disputado de parte a parte.
O Sporting foi melhor na maior parte do tempo: teve mais tempo de posse de bola (60% contra 40% do Benfica), mais remates, dois dos quais nos postes, mais acções na área adversária. O Benfica quando se adiantou no marcador adoptou uma estratégia marcadamente defensiva, partindo em saídas longas para o contra-ataque.
Mas o Sporting também tinha grandes limitações: desde logo o cansaço trazido das competições europeias após o muito disputado desafio com o Arsenal, o que no desenrolar do jogo foi tornando o seu jogo cada vez menos fluido e com menos eficácia; mas também um plantel curto com jogadores essenciais indisponíveis por lesões prolongadas, incapaz de responder à riqueza dos jogadores do banco benfiquista.
Mourinho, reconhecidamente resultadista, sabia-o bem e explorou bem a situação com a entrada de três atacantes rápidos e fortes para os últimos dez minutos, apostando forte na vitória. E saiu-se bem com uma vitória ao cair do pano, com alguma sorte à mistura. Ao Sporting calhou a fava: teve um penalty falhado, duas bolas nos postes, esteve quase sempre melhor e perdeu. Mas a sorte e o azar também fazem parte do jogo.
Edição: Vítor Nogueira (FootballDream)
Foto: Fábio Gomes (FootballDream)


