Pode um jogo particular ser histórico? Claro que pode. Há vários exemplos. O de hoje não é nada de deitar fora. É que Portugal, 39 anos depois, finalmente venceu a Itália, no que era uma das maiores malapatas do futebol português. Fernando Santos conseguiu matar mais um borrego, ele que já tinha conseguido contra a Argentina e contra a Arménia.
Eder estreou-se a marcar também. O golo esse foi alcançado aos 52 minutos – três minutos depois de Bonucci atirar ao ferro – e esse resultou num bom envolvimento com Eliseu, que driblou primeiro e passou para Quaresma, que continuou a iniciativa individual e assistiu.
A Itália entrara melhor num jogo que Portugal soube equilibrar depois e o jogo aumentou de intensidade na segunda parte, num taco a taco em que uma equipa das quinas acabou por ser mais feliz.
Fonte, Danilo, Quaresma e Éder – incluindo as entradas de Varela e Danilo – foram as novidades do onze em relação confronto com a Arménia. Daniel Carriço teve a sua estreia absoluta na selecção A. Fábio Coentrão regressou a defesa esquerdo, posição onde rende mais, e Beto esteve muito bem e foi decisivo impedindo o empate da Itália com duas grandes defesas.
Tudo resumido, foi um jogo interessante, bem disputado pelos dois conjuntos e Portugal fechou a época da melhor maneira, com uma bela vitória.


