Gaitán imperial, Benfica entra na champions com uma vitória

Benfica 2-0 Astana (Gaitán – 51 e Mitroglou – 62)

Tudo se pode resumir a um nome: Nico Gaitán. Grande, imenso, genial, estupendo, poderíamos estar-nos a perder e adjectivos afim de qualificar a genialidade do argentino. A verdade é que Gaitán não foi apenas e de longe o melhor jogador em campo, como foi a chave que desbloqueou todo o jogo atacante encarnado.
Num jogo claramente de duas partes distintas, com a segunda bem melhor que a primeira, verdade é que os encarnados sentiram, algumas dificuldades no primeiro tempo, com o Astana a saber repelir sem grande dificuldade o ataque do Benfica, fazendo a espaços lembrar as equipas não tão fortes da primeira liga mas que sabem causar chatices e dificuldades aos chamados grandes. O que se torna crescentemente pior à medida que o primeiro golo não surge. Mas a partir daí toda a face do jogo se torna distinta. Ora foi isso que aconteceu. Com o suspeito do costume – Gaitán, claro – a fazer o golo aos 51 e Mitroglou a responder a uma assistência sua aos 62. Estreia vitoriosa do e Benfica na champions.
Ri Vitória acabou por ter a estreia positiva na competição. A justiça da vitória também não pode oferecer um inicio de contestação. Missão pois cumprida mas a dar a ideia clara que este Benfica ainda depende demasiado de rasgos individuais. Sobretudo de jogadores – ou craques, se quiserem – como Jonas ou Gaitán. O que pode constituir preocupação quando não só essas pedras, como outras faltarem à equipa ou não tiverem a mesma influência e fulgor.