Sporting – uma vitória justa que dispensava sobressaltos de última hora

Marcas do regresso das selecções, castigos, lesões e gestão de próximos compromissos levou Rui Borges a prescindir de quase de metade dos habituais titulares, incluindo a totalidade da defesa, perante um Santa Clara que se tem vindo a tornar um osso duro de roer para o Sporting. Aliás, a equipa açoriana começou por se adiantar no marcador logo ao segundo minuto e até poderia ter aumentado a vantagem antes da reação leonina que ainda na primeira parte respondeu à altura com três golos no espaço de vinte minutos, dois dos quais de excelente execução técnica. E os leões tiveram oportunidades de resolver a questão da vitória ainda na primeira parte, tal a superioridade manifestada pela equipa verde-branca que, na segunda parte voltou abúlica, sonolenta e sem ambição, limitando-se a controlar o resultado – uma ilusão perigosa porque um golo do Santa Clara poderia relançar o jogo.

A dez minutos do fim, o Santa Clara, dispondo de avançados rápidos e possantes apostou todas as cartas numa possível reviravolta e o recém entrado Gonçalo Paciência conseguiu marcar por duas vezes (uma das quais resultou na anulação do golo por ter sido precedido de falta ofensiva), perante o adormecimento da defesa leonina. Rafael Nel, o aniversariante que se estreou como titular voltou a marcar e a restabelecer a diferença de dois golos numa vitória indiscutível do Sporting que bem dispensava a tremedeira final

VN, texto; Fotografia Arlindo Homem