Portugal esmaga a Alemanha e está na final

Portugal 5-0 Alemanha (Bernardo Silva  – 25, Ricardo  – 33, Ivan Cavaleiro 45, João Mário – 46, Ricardo Horta – 71)

Grande jogo, grande exibição, estado de graça, tudo a correr bem. Foi um grande Portugal aquele que se exibiu ontem na Republica Checa.Alcançou um resultado histórico, épico, contra umas das selecções mais forte desta categoria. Como? Com classe, inteligência, saber, garra e muita, muita categoria. Uma manita à Alemanha não é para todos, 5-0 foi aliás o pior resultado de uma selecção da Alemanha neste escalão, pior porque suplantou um 3-0 da França com os cinco golos sem resposta que até podiam ter sido mais, não fosse a natural, compreensível e inteligente gestão do esforço – até porque à uma final para vencer na terça – em quase toda a segunda parte. Portugal foi atacante, móvel, intrépido, inteligente, pressionante e muito intenso. Com uma grande circulação de bola e sempre com olhos para marcar, sempre com o alvo bem preciso no último reduto da Alemanha. Bernardo Silva abriu o caminho, Ricardo marcou o segundo – ele que esteve em três golos e foi talvez o melhor em campo, se bem que William Carvalho tenha sido considerado o homem do jogo pela sua utilidade e brutal influência na manobra da equipa -, Ivan Cavaleiro, João Mário e Horta também marcaram. José Sá mais uma vez foi imperial nas balizas e a rodada dupla de centrais carrilou muito bem anulando o ataque alemão. Sérgio Oliveira foi grande a transportar o jogo do meio-campo. 
Outro aspecto a ter em conta neste Portugal é a confiança e o à vontade no jogo, sente-se o espírito de equipa que aliado a essa tal confiança confere ao jogo grande objectividade. Salta à vista nos comandados de Rui Jorge o gozo e o prazer no (seu) jogo. Jogo que domina e controla a seu bel prazer.
Aos 25 Bernardo Silva fez o 1-0 , de pé esquerdo a fuzilar as redes depois de uma combinação com Cavaleiro. Dez minutos depois Ricardo encosta. A Alemanha então reage – é o seu melhor período na partida e Sá é decisivo a travar o potente remate de Younes. Mas quem não marca sofre, sobretudo se o outro sabe marcar e Ivan Cavaleiro esteve muito bem a fazer o terceiro depois de jogada combinada entre Ricardo e João Mário com Cavaleiro também bem dentro da combinação.  Resultado ao intervalo: 3-0.
Mal recomeçou a partida, golo de Portugal, grande golo aliás, por intermédio de João Mário (a bola ainda desviou num jogador adversário). A Alemanha ainda tentou reagir, quanto mais não seja oara ver se saía do Estádio com a cara mais lavada, Portugal é que não deixava margem a contemplações e com o intratável Paulo Oliveira a comandar a defesa as hipóteses alemãs foram escassas senão mesmo nulas. Até que Ricardo Horta fez o 5-0. Não poderia haver melhor porta para entrar numa final. Com todo o realismo, sem deslumbramentos e quebras de empenho e concentração, a selecção portuguesa de sub-21 tem tudo para ser campeã da Europa. A final está agendada para terça-feira às 19h45. Portugal reencontra a Suécia que vergou a Dinamarca por uns esclarecedores 4-1. Na final estão mesmo as duas melhores selecções da categoria. Tudo o resto é especulação.