Novidade Aquilani no onze, Montero acompanha-o. Mas é o Paços que começa a partida ao ataque. Começou e continuou a criar as melhores oportunidades. O Sporting, porém, começa a responder aos 8, Montero desmarca-se bem mas acaba por ser pouco efectivo e falha. Minuto depois, reclama grande penalidade. Todavia, enfim, um padrão parece repetir-se: a facilidade com que o ataque adversário parece entrar no ultimo reduto sportinguista, ou então foram, os de Paços de Ferreira que estudaram muito bem os russos do CSKA. 14 minutos, excelente remate de Aquilani. Bola vai devagar mas quase entrava no que seria um chapéu de belo efeito. Montero volta a remater aos 19, remate sem consqueências mas a servir como marca do bom jogo do colombiano, sobretudo a ganhar espeços. Jogada combinada, também de belo efeito, com Carrillo a não entender, até porque se entendesse estaria aqui muito possivelmente a falar do primeiro golo do Sporting. Meia hora passada não é que o Sporting estivesse a jogar mal, só que não se lhe via a acutilância e energia de jogos anteriores. O Paços de Ferreira também se revelava uma boa equipa, rápida a defender, impediria aos 29 minutos o golo de Bryan Ruiz, na melhor oportunidade dos leões até ao momento. Aos 34, bela jogada individual do Paços que deu canto mal assinalado. Verdade é que em jogo de ataque jogado e oportunidades de remate à baliza as duas equipas equivaliam-se. Até que a balança se desequilibra para o melhor lado, para apesar de tudo aquela que se ia revelando no jogo como a melhor equipa: o Sporting. André Carrillo marca no seguimento e consumação de uma bela jogada de ataque, naquele que até pode ser considerado no seu todo como o melhor momento da partida. De destacar ainda na primeira parte uma grande penalidade que se reclama sobre Slimani, indo o árbitro para as cabinas ao intervalo sobre um sonoro coro de assobios.
Sporting deixa cair dois pontos com arbitragem controversa
Segunda parte e saída de Montero para dar lugar ao espectáculo de Gélson Martins, tendo Montero estado bem o jovem internacional sub-20 foi aqui ali jogador de levantar as bancadas, tal a espectacularidade, aliada a objectividade, pujança física, maturidade e segurança das suas iniciativas. Carrillo passa assim a jogar ao lado de Slimani no ataque. E a uma entrada fulgurante na segunda parte Ruiz – que esteve perdulário o bastante ao longo de toda a partida – quase marca a cruzamento de Slimani. Aos 47 Roniel dispõe de boa oportunidade. Aos 49 espectacular jogada de ataque de Gélson que quase dá golo. Aos 59 grande jogada do ataque pacense com a defesa do Sporting a confundir e São Rui Patrício a resolver o calafrio. Aos 60 grande jogada de combinação leonina,. Ruz quase marca depois de estupendo cruzamento de Gélson Martins. Logo a seguir Adrien entra por Aquilani, Aos 63 reclama-se penálti nas barbas do árbitro que talvez tenha feito vista grossa. Aos 65 mais uma vez é o ataque do Paços de Ferreira a entra dentro da defesa do Sporting como se fosse manteiga, este João Pereira não existe a defender. Ponto. Aos 66, mais uma vez, grande e fulgurante Gélson Martins a oferecer a bola de mão beijada e, mais uma vez, é Bryan Ruiz a falhar. 40639 pessoas aplaudiram então Jonathan Silva a entrar por Jefferson. Aos 78 minutos e quando em nada o esperava, João Pereira faz penalti, discutível e muito contestado mas ainda assim bastante temerária e ingénua a forma como o internacional A português se faz ao lance. Mas deixemo-nos de ses: Pelé converte e assim se empatou a contenda. Estava feito o 1-1. O Sporting ainda assim esteve perto e o endiabrado Gélson Martins quase esteve perto do golo da vitória não fosse Marafona fazer uma grande defesa a negar o 2-1. O árbitro daria depois três minutos de descontos, decisão contestada, tão absurda como tantas decisões de uma arbitragem que fez-se usar e abusar da dualidade de critérios. Depois há quem se queixe da necessidade de sorteio dos árbitros…
No final da partida Jorge Jesus ordenou aos jogadores que fossem para o centro do terreno afim de serem aplaudidos, enquanto a arbitragem saiu passou para a “merecida” monumental assobiadela, coadjuvada pelos irónicos aplausos do presidente Bruno de Carvalho, a verdade é que em três jogos oficiais das competições internas e o Sporting já viu um golo limpo anulado contra o Benfica, um golo adversário mal validado contra o Tondela, e agora o penalti de João Pereira… Já nem falemos no jogo do CSKA. Sim, a arbitragem tem-se revelado um adversário temível para os leões.
PEDRO NOGUEIRA


