Adeus ao “Pequeno Genial”: aos 63 anos morre Fernando Chalana.

Citando uma célebre frase de Paulo Roberto Falcão, o “Rei de Roma”, e uma das maiores lendas do desporto, “O jogador de futebol morre duas vezes”. Para o profissional, a sua aposentadoria dos gramados deixa um sentimento de luto. Porém, a morte natural é de uma evidente tristeza para os fãs do mundo da bola, ou até mesmo qualquer pessoa.

E foi com esse sentimento que Portugal amanheceu nessa última quarta-feira, 10, lastimando a perda de um dos maiores nomes da história do futebol português, Fernando Chalana. O craque, nascido em 1959, lutava contra uma doença degenerativa. O ídolo do Benfica sofria de Alzheimer e travou anos de luta por conta da doença.

Segundo o ex-treinador da selecção das quinas, Carlos Queiroz, o canhoto era “um génio como futebolista e um fenómeno como pessoa”, ainda no mesmo tweet emocionante disse que o ex-jogador e ídolo do Benfica estava “deixando de estar entre nós para subir a um Olimpo onde estão os verdadeiramente grandes, do jogo do futebol e da vida”.

Outra grande figura do desporto, o presidente do Benfica, Rui Costa, declarou: “É um dia muito triste para toda a nação benfiquista e todos os amantes do futebol. O nosso génio, após sofrer tanto nestes últimos tempos, acabou por, curiosamente, escolher o dia 10 para nos deixar e partir em paz. Partiu um dos maiores génios do futebol nacional, um dos maiores símbolos do clube, terá um lugar na história do clube para todo o sempre, por todas as memórias que temos dele

Chalanix, como tinha a alcunha devido ao seu simbólico bigode, permaneceu por treze anos nas “Águias”, no seu ano de estreia conseguira um feito especial naquela altura do campeonato português, que foi estrear com apenas dezessete anos (recém completados).

Nascido no Barreiro, Chalana teve um ano especial em 1984, sendo protagonista da selecção portuguesa, a ponto de ser escolhido para a equipa ideal, que contava com nomes de peso, como Tigana, Platini, Völler, na França, pelo Campeonato Europeu, quando levara seu país entre as quatro maiores potências, caindo justamente pela anfitriã e campeã da competição.

Além dos “Encarnados”, o avançado jogou pelas equipes do Bordéus, Belenenses, Estrela da Amadora e teve vinte e sete convocações por Portugal.

Nesta sexta, 12, haverá a cerimónia de profundo benfiquismo em nome da lenda que nos deixou, pelas 15h30, no Estádio da Luz.

Texto: José Pereira
Fotos: SLBenfica/FootballDream
Última actualização: 12 de Agosto de 2022

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