Belenenses derrotado em casa pelo Basileia


Belenenses 0-2 Basileia (Janko – 46 e Embolo – 64) 

Com um relvado bem tratado e 300 adeptos do Basileia contra os 3000 de Belém o Belenenses desfrutou, como diria no final Sá Pinto, de mais esta experiência no futebol internacional.

Desta feita o Basileia puxou dos galões e mostrou porque é o hexacampeão suíço. Mas não foi fácil. O Belenenses com uma boa distribuição das suas peças a meio campo – na primeira parte – conseguiu ir atenuando a pressão helvética; Birkir Bjarnason apesar de ter trabalhado muito viu o seus esforços consecutivamente anulados por Tiago Silva e Ruben Pinto.
Breel Embolo foi sempre uma grande dor de cabeça para a defesa azul. Aos 9 minutos, depois de romper a defesa, rematou à base do poste direito de Ventura.
Respondeu o Belém por Kuca os 12 minutos, mas o avançado cabo-verdeano “deu umas virgulas a mais”, “meteu-se na cabine telefónica” e o guarda redes Tomas Vacilik defendeu a pontapé para longe da zona de baliza.
O Basileia voltou a ficar em sentido aos 19 minutos quando Luís Leal rematou forte ao ângulo superior esquerdo da baliza suíça. A bola passou a poucos centímetros.
Mohamed Elneny fazia boas aberturas mas a defesa azul respondia com eficácia e anulava os lances antes de o corpulento Marc Janko ficar em posição de remate.
Essa eficácia da defesa azul perdeu-se quando Filipe Ferreira, ao minuto 45,não conseguiu sair com a bola jogada e a perdeu para Breel Embolo, este tropeçou em si mesmo mas o árbitro húngaro achou que era grande penalidade, uma grande penalidade que Marc Janko converteu para o lado direito de Ventura.
Veio o intervalo e Sá Pinto reclamava. Diga-se, com razão.
Mas a segunda parte, já com o Belenenses a deixar de conter o jogo para assumir o querer ganhar, acabou por ser mais perigosa para as redes de Ventura que, no entanto, trabalhou muito e bem.
Nesta segunda parte foi visível o adiantamento de Fábio Sturgeon, que na primeira parte esteve mais recuado a ajudar os colegas do meio campo. Também apareceu mais vezes o lateral João Amorim dando um novo folego às investidas do Belenenses. Também por isso Mark Janko, mais solto, aos 6 minutos da segunda parte entrou pelo lado direito e rematou forte, obrigando Ventura a uma defesa difícil com os pés.
Aos 17 minutos da segunda parte Luca Zuffi fez uma excelente abertura para Breel Embolo que, sem grande oposição da defesa azul, descaiu para o seu lado direito e rematou entre Ventura e o poste da baliza. 2-0 para o Basileia; Não era injusto mas a sorte podia ter sido diferente para o Belenenses.
Nesta altura Sá Pinto dá tudo por tudo e faz entrar Tiago Caeiro por troca com André Sousa. André Sousa tinha feito um bom jogo mas a finalidade era ficar com uma linha ofensiva mais acutilante.Nesta altura Fábio Sturgeon trocava de faixa lateral co  Kuca –  Kuca no lado direito e Fábio Sturgeon no lado esquerdo.
No entanto esta pendente ofensiva do Belenenses fazia com que se abrissem espaços no meio campo que o Basileia aproveitava mas a defesa azul prontamente anulava.
 Com o passar dos minutos a equipa suíça começou a fazer valer a maior corpulência dos seu jogadores e Kuca saiu aos 36 minutos da segunda parte, cansado de uma noite em que podia ter tido mais sorte. Para o seu lugar entrou Fábio Nunes e Fábio Sturgeon volta à lateral direita. Até ao fim ainda hove tempo para uma defesa apertada de Ventura a remate de Mohamed Elneny de um remate forte de Luís Leal que Tomas Vacilik defendeu para canto.
Não foi possível ao Belenenses repetir o jogo de Basileia mas não há margem para arrependimentos. Os homens de Belém saíram do seu relvado de forma esforçada e digna. E os seus adeptos perceberam bem isso.
Belenenses:
Ventura
João Amorim
Ruben Pinto
André Sousa
Tiago Silva
Kuka
Fabio Sturgeon
Filipe Ferreira
Gonçalo Brandao
Gonçalo Silva
Luis Leal
Basileia:
Tomas Vacilik
Michael Lang
Luca Zuffi
Birkir Bjarnason
Manuel Akanji
Maraek Suchhy
Behrang Safari
Mohamed Elneny
Taulant Xhaka
Breel Embolo
Substituições:
Gonçalo Brandão por Tonel aos 27 minutos da primeira parte
André Sousa  por Tiago Caeiro aos 22 minutos da segunda parte
Kuca por Fábio Nunes aos 38 da segunda parte