Benfica em grande fulmina Braga

O Benfica deu largas a toda a sua superioridade e vencer o Sporting de Braga por 2-0, resultado que mais que justo, que na pior das hipóteses apenas pode pecar por escasso face á diferença demonstrada entre as duas equipas e o caudal ofensivo encarnado – o guarda-redes ofensivo foi mesmo a melhor unidade do Braga.

A tensão pré-jogo, que teve como ponto culminante na conferência de imprensa de Sérgio Conceição,e começou desde logo a manifestar-se anda não e tinha chegado ao fim o primeiro minuto de jogo depois de um lance com Jonas a acabar em quezília  entre os jogadores das duas equipas mais o banco de suplentes do Braga, problema logo sanado pelo árbitro Artur Soares Dias, que fez um bom trabalho em jogo difícil , com possíveis “casos” e lances difíceis de ajuizar, como por exemplo logo aos cinco minutos, com a bola a bater no ombro de Santos e logo se pediu o penalti, naqueles lances típicos em que apenas pela repetição das imagens o espectador do jogo pode ficar mais esclarecido.

Aos seis minutos, mais sururu, logo antes de cabeçada de Jardel após livre de Gaitan a constituir perigo para a baliza arsenalista. Aos oito, novo e espantoso cruzamento de Gaitan, Salvio cabeceia, defesa de Matheus. O Benfica carregava, e bem, excelente inicio de partida para os encarnados, que mostravam bem ao que iam.

Aos treze o Braga teve a primeira incursão no meio campo adversário, culminado com remate defendido com toda a calma por Júlio César. Nada porém que desmentisse o que já quase se podia adivinhar: jogo de sentido único para o Benfica. Mesmo que o Braga tentasse começar a explorar as suas transições rápidas, o ponto forte da equipa.

O Benfica, esse jogava muito bem, com vários jogadores em excelente plano. Gautan, Sálvio, Pizzi, e Jonas, sobretudo Jonas, Jonas que faria justamente o primeiro, um grande golo, aos vinte minutos, um golo de craque, notavelmente em grande forma.

Após o golo o Benfica baixa um pouco o pé e parece jogar mais em contenção, mera ilusão, mera expectativa, talvez tentasse perceber melhor como a partir daí se iria o Braga apresentar em campo. Verdade que o Benfica explorava melhor a velocidade nas transições, o que ia dando no 2-0, não fosse Santos evitar o golo mesmo na linha da baliza. O Benfica jogava ao primeiro toque, com combinações a baralhar por completo o Braga.

Aos 30 minutos é feita história no Sport Lisboa e Benfica: Luisão faz 40 mil minutos de águia ao peito.

O Braga partiria com outra atitude para a segunda parte e aos 49 já tinha três oportunidades de golo, nenhuma causando grande perigo para Júlio César mas no entanto apontado diferenças nos bracarenses, com outra geometria no campo, tentando fazendo pressão alta sobre a saída de bola do Benfica. O que contudo não surtiu efeito, como logo de seguida se viria. O mais que o Braga conseguiu  foi abrir espaços para o contra ataque benfiquista, o que com extremos com Gaitan e Sálvio se pode transformar em avenidas… Algo que se provaria aos 58 com a expulsão de André Pinto por uma entrada fora de tempo sobre Sálvio – A. Pinto leva o segundo amarelo e o Braga tinha mais de meia hora para jogar. No seguimento do livre marcado, grande defesa de Matheus a evitar o golo de Lima. Aos 60 sai Ruben Micael para entrar Pedro Santos. Matheus que aos 66 faria outra grande defesa a remate de Elíseu.

Sérgio Conceição, sem mais para fazer,  tenta desesperadamente mexer na equipa, com Zé Luis a entrar por Salvador aos 70, momento em que no Estádio da Luz se sabe que estão 60222 num Estádio da Luz em festa. Festa que chegaria à apoteose aos 75 minutos, com potente remate de primeira de Elíseu, que fora da área disparou fazendo um grande golo.

Nico Gaitan – que estará de fora no próximo jogo contra o Rio Ave em Vila do Conde – saiu muito aplaudido aos 83.  Logo a seguir Samaris daria o lugar a Rúben Amorim. E depois, por fim Maxi Pereira dando o lugar a André Almeida. Tudo entre aplausos, olés e só mais um. Cada vez mais cheira a título no Estádio da Luz. O que, valha a verdade, também aconteceu anteriormente.