Brilha a tarde e cheira (cada vez mais) a título

Equipa inicial sem alterações de maior em relação ao onze tipo, única excepção a utilização de Sulejmani, em vez de Ola John, no lugar do lesionado Gaitan. Tirando isso, o figurino manteve-se, no habitual 4-4-2. Estranhamente o Benfica começou um pouco apático na partida, fosse dos nervos, fosse de uma certa ideia de “favas contadas”, a verdade é que na primeira jogada de ataque, aos sete minutos (o Penafiel já tinha beneficiado de um canto) Maxi vai à linha e cruza para um grande golo – não fosse o grande golo de Ustaritz, num tiro portentoso indefensável à baliza, fosse a ideia cortar a bola, não deixou de ser uma péssima ideia. A partir daí, e com o apoio dos adeptos, o Benfica embalou e logo a seguir nova oportunidade ia dando no mesmo, em auto-golo. O jogo contudo continuou em toada morna, não por apatia do Benfica mas quiçá pelo rigor táctico incutido por Jesus aos jogadores, o que não impedia em nada que de quando em vez não surgissem as habituais transições atacantes de ataque letais onde os extremos e os laterais são sempre autênticas setas apontadas ao último reduto adversário. O Penafiel, apesar do golo tão mal consentido, exibia-se a bom nível. Paragem no jogo após choque violento entre Sulejmani e o guarda-redes penafidelense Haghighi, ao que se seguiu novo canto para o Penafiel. Penafiel que impunha, ou tentava impor pela posse de bola, jogo esse que se pode dizer ideal para a a forma como está tacticamente desenhado este Benfica, prova é que em contra-ataque, , Salvio dá a bola a Jonas, e o craque brasileiro com todo o à vontade faz com um bom golo, o segundo. Estava pois feito o 2-0. Aos 37 minutos grande jogada de ataque do Benfica, pensada por Jonas, para não variar, e com excelente combinação entre este e Lima, com Jonas a chutar à baliza com Haghighi a opor-se bem com uma boa defesa. Aos 45+2, grande oportunidade para o 3-0, com Jonas a atirar ao poste após cruzamento da direita de Samaris.

Na segunda parte, e logo aos 47 minuto,  o Penafiel beneficia de um canto, após livre indirecto à entrada da área. Momento em que Romeu entra no jogo por Rafa, que sai lesionado. O Penafiel bem tentava e com excelente atitude, com um volume de posse de bola que não se esperaria no Estádio da Luz, rara em qualquer equipa nenhuma pelo menos primeiro meio da tabela classificativa, pelo menos… Mas claro está, para tocar guitarra primeiro é preciso ter unhas, e se o Penafiel claramente não as tem, o Benfica tem-nas e de sobra, e aos  55 Lima de cabeça remata para a defesa de Haghighi. Aos 57 um desinspirado Sulejmani dá lugar a Ola John, uma substituição que se adivinhava. Aos 60, grande golo de Pizzi, após jogada de ataque de Lima, que primorosamente assiste Pizzi que chuta rasteiro e bem colocado para golo. Logo a seguir Romeu assiste desastradamente Lima – muito ingénuo o Penafiel a defender a a consentir golos, mais com isso parecendo uma equipa amadora, traindo assim todo um esforço já inglório quanto baste. No minuto seguinte, Talisca entra para a saída de Sálvio, muito aplaudido pelos adeptos. Assobiado foi o árbitro que de uma assentada mostrou amarelo a Samaris e Vítor Bruno penalizando também Maxi Pereira por protestos. Aos 72 amarelo a Jardel, após falta sobre Aldair, que entrando muito bem na partida ainda provocou um canto para os de Penafiel. Aos 75 Rabiola dispõe da melhor oportunidade do Penafiel em toda a partida, primeiro não remata directo, ainda dribla Júlio César que soube tapar bem o espaço, mas depois chuta para a baliza e sim, podia ter marcado, não fosse Jardel defender de cabeça um golo feito.

57540 na Luz celebravam com olés e cantares uma festa que cheira a título numa belíssima tarde de sol. Aldair – jogador que faz lembrar o costa-riquenho Campbell – abrilhanta  a vitória encarnada fazendo a vida complicada sobretudo a Eliseu. Mas eis que aos 88 Jonas constrói uma fabulosa jogada que mereceria outra sorte que não o pontapé de canto. Os adeptos gritam o seu nome numa homenagem mais que merecida. Aos 90 Ola John dispõe de uma boa oportunidade mas remata ao lado. No final Lima foi justamente considerado o homem de jogo. Podia ter sido Jonas, mas se contam os golos, conta mais a equipa e  na Luz cheira (cada vez mais) a título.