De lesões, racismo até questões políticas, como separatismo: Rafa não é o primeiro a entrar em conflito com uma selecção

Campeões do Mundo, jogadores icônicos, lendas e badboys polêmicos. Quem já pediu para sair de forma polêmica

Casos emblemáticos de jogadores que atingiram o Olimpo em suas carreiras sempre trouxeram questões em suas carreiras: onde devem se dedicar mais?
Nas equipas, naturalmente, fazendo uma boa jornada, os atletas ingressam a suas respectivas selecções. Campeão na França, contra os anfitriões da Euro, Rafa anunciou nas vésperas da Copa sua aposentadoria das quinas.

Porém, listamos capítulos intrigantes. Grandes jogadores de selecções que não foram do mesmo nível nível seus clubes, como Klose, Gotze, Luca Toni, Kleberson e assim vai.
De atletas que por um instante abandonaram e regressaram, aos que nunca mais vestiram a camisola de suas selecções, como Messi e o desalento de três vices seguidos (pela Copa do Mundo, em 2014. E as duas seguintes edições da Copa América, no Chile, contra os anfitriões em 2015, e a Centenário, nos Estados Unidos, em 2016, novamente contra os chilenos.

Racismo e um pouco mais: Outro nome, mas de forma polêmica envolvendo extorsão, ameaças ào companheiro Valbuena, em contrapartida acusações à Federação Francesa de Futebol, Benzema. Porém, há um ano de volta a selecção, vem retomando seu protagonismo que deixara em 2014, quando perderam para os alemães, para a qualificação das meias-finais.

Há alguns dias, Evra, defesa lendário e ex-lateral do Manchester United, disse que havia se arrependido de ter servido a selecção francesa, e que deveria ter vestido a camisola de seu país originário: Senegal.
A França viveu um colapso na era “Zizou”. Mesmo nascidos a grande parte na França, o preconceito foi latente. Casos como Nasri, a perseguição ao próprio maior jogador francês da história, e a atletas com ascendência argelina ou marroquina, além de senegaleses e outros países colonizados pela França na África gerou uma ruptura grande.
Exemplos fora do território francês houveram, vide o raxa no elenco neerlandês, na Copa de 98.

Na selecção alemã após a conquista do tetracampeonato, no Brasil: Boateng, Muller e Hummels após o vexame eram questionados e em uma declaração polêmica Joachim Low forçara ali a aposentadoria do trio. Porém, um outro nome serviu de bode expiatório para aquela trágica campanha na Rússia: Mesut Özil, o ex-camisa 10 da Alemanha reportou que havia sido questionado por seu péssimo desempenho, até mais cobrado que seus rivais, ligando as questões raciais, e sua origem turca – lembrando a questão questão encontro do médio com o líder controverso turco Erdogan, véspera do Mundial.

“quando dirigentes do alto escalão da DFB me tratam como trataram, desrespeitam minhas raízes turcas e de forma egoísta tentam me transformar em propaganda política, então, já chega. Não é por isso que jogo futebol, e eu não vou ficar sentado sem fazer nada a respeito disso. Racismo não deveria nunca, nunca ser aceito”. – afirmaria o ex-médio do Real Madrid, e dos Gunners.

De pai Indonésio, Nainggolan foi outro atleta que ficou de fora mas sem provas para acusar a Federação Belga de Futebol e Roberto Martínez de questões raciais, disse: “Nunca voltarei à seleção”.
Lendas do desporto também abdicaram de seus espaços, a selecção brasileira de Telê, em 86, que ainda encantava o mundo teve uma grande baixa, o avançado, ex-Roma Renato Gaúcho havia sido cortado por indisciplina. Em poucos instantes, o lateral Leandro abandonou a seleção canarinha por solidariedade ao gaúcho. Outros nomes no Brasil como: Zé Roberto, ex-Bayern de Munique, Serginho lateral icônico do São Paulo e Milan foram outros a desistirem de seguir na selecção.

“Ah, capitano…” Maldini foi um dos atletas mais vitoriosos da história do futebol. Venceu basicamente todos os títulos… com o clube que também foi de seu pai, Cesare, e atualmente do seu filho, Daniel. Com cinco Uefa Champions League, o capitão italiano abriu mão um ano antes de disputar a Copa na Alemanha, em contrapartida, a defesa italiana que já contava com Nesta, Cannavaro, Grosso, Materazzi triunfaram e conquistaram o tetracampeonato, e a última boa campanha italiana em Mundiais.

Posteriormente a competição Francesco Totti decidiu se aposentar da selecção, com apenas 29 anos alegou problemas físicos e que gostaria de servir apenas ao seu clube, a Roma. Outra lenda que sofreu com lesões e se despediu sem grandes holofotes e pediu para se retirar antes do que se imaginava foi o maior artilheiro da Premier League: Alan Shearer. Outros por motivos pessoais como no caso de Frank Ribéry, que se dedicou na última década praticamente de forma absoluta para o Bayern, mesma tendência que Toni Kroos tende a se aplicar, já que após a Euro 2020 anunciou que não jogaria mais pela Alemanha. Outro que além da dedicação para o clube, teve uma influência pelas questões familiares foi o inglês Paul Scholes.

Irmão do defesa, Boateng optou por jogar por Gana, sua relação com a selecção acabou cedo: 2014. Vale lembrar que a rivalidade entre ambos ocorreu quando o defesa rompeu contato por um tempo com o médio-avançado por uma lesão que cometera no alemão Michael Ballack, o impedindo de disputar seu último mundial. Lahm, outro alemão, já saiu melhor de cena como campeão do mundo, o lateral e médio, além de polivalente, foi multicampeão e sua última partida pela selecção foi a final da Copa contra a Argentina de Messi, aos 30 anos.

Do céu, ao purgatório até o inferno: Por questões atípicas Gerd Muller, maior nome do bicampeonato alemão na Copa de 74, também se retirou com apenas 28 anos, com números icônicos e se reafirmando no hall dos maiores jogadores de todos os tempos. Já no caso de uma das maiores lendas do futebol, Johan Cruyff decidiu não jogar mais pelos Países Baixos por uma questão política. Em 74, já havia tido conflitos com a Adidas, como patrocinadora, ainda sim saboreou uma final de Copa, contra o próprio Gerd Muller. No que poderia ser seu auge, deixou de disputar a Copa de 78, por conta de Videla, ditador argentino, no qual o génio era contrário. O neerlandês ainda jogou pela seleção da Catalunha, onde viria ser treinador. Outro que atuou por lá, mas nunca jogou uma Copa e não teve uma longevidade em selecções foi a estrela argentina Di Stéfano, que até tentou jogar também pela Espanha em 62, pena que pouquíssimos dias o avançado se lesionou. Antes, ainda pela Colômbia em uma tentativa frustrada, também não pode jogar.

Espanha e Catalunha sempre estiveram em caminhos opostos, apesar de contar com muitos protagonistas catalães, os espanhóis sempre criticavam seus colegas da selecção pelo ímpeto ímpeto defender a comunidade autônoma e separatista. Um desses nomes foi Gerd Piqué, o defesa “Culé” apesar de ganhar tudo com a selecção espanhola, sempre foi muito crítico, até cair de produção e ser perseguido pelo país e imprensa, até se aposentar da La Fúria.

Edição: Vinícius Azevedo
Fotos: Football Dream
Última actualização: 21 de Setembro de 2022

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