FC Porto 1-1 Rio Ave (Herrera – 22 / João Novais – 33)
E o FC Porto aguda a crise e deixa de depender de si próprio para ser campeão.
Nem a recepção apoteótica da claque Super Dragões que aguardou a equipa à entrada do Estádio, nem a quantidade de ausências de titulares do Rio Ave, nem o facto de ter começado a vencer, nem sequer o ter mais de 70% de posse de bola. Não, nada foi suficiente para conter o descalabro azul e branco. Com este empate Julen Lopetegui fica em muitos maus lençóis,e já não estava numa boa situação.
É visível o divórcio treinador adeptos, a desolação das bancadas, os assobios e lenços brancos são bem o retrato da contestação que de resto tem sido ecoada por vários notáveis do emblema azul e branco.
Pior, em duas semanas, de depois de uma quase eliminação da Taça da Liga, o FC Porto vê-se apanhado pelo Benfica na classificação. A palidez das exibições das últimas semanas rima com a falta de oportunidades criadas – nem uma em toda a segunda parte.
A equipa joga lento, previsível, os jogadores não sabem muito bem o que fazer em campo, resistem os espasmos de inspiração, insuficientes em alta competição numa equipa incapaz de causar desequilíbrios, mal grado o talento naquele que é por muitos considerado o melhor plantel do campeonato.


