Com um Braga ligeiramente superior na primeira parte, sobretudo através de transições rápidas e ataque pelos flancos, com Pardo a causar estragos do lado direito e Rafa do lado oposto, o Sporting acabou por justificar a vitória perante um adversário duro de roer, um dos mais difíceis do campeonato, num jogo intenso, de muita entrega e disputa, com lances de golo e futebol de ataque de um lado e do outro.
Valeu ao Sporting, mais uma vez, uma segunda parte distinta e “transfigurada”, autenticamente em estado de graça entre os minutos 56 e 58, com três oportunidades flagrantes de golo – primeiro por João Mário, depois por Carrillo, até ao cabeceamento falhado de Montero, aos 58 minutos.
Na última meia hora, o Sporting de Braga acabou por equilibrar um jogo que poderia ter dado vitória para qualquer um dos lados, tendo porém, no computo geral, o Sporting feito mais por merecer os três pontos materializados, mesmo à beira do fim, num livre directo superiormente marcado de Tanaka, já mesmo sobre os últimos segundos dos descontos. O livre esse pode-se dizer digno de um samurai, marcado pela frieza absoluta, de uma eficácia clínica, absolutamente ao ponto e indefensável, como se o avançado japonês já tivesse de antemão a certeza do que aí viria – tendo-se mesmo “imposto” a Nani e Jefferson, os marcadores mais óbvios e habituais -, antes daquele pontapé cheio de força e efeito, merecedor de toda a euforia e festejos de toda a equipa e adeptos com a tão difícil e suada vitória assim conquistada.
Com este resultado o Sporting soma a sexta vitória consecutiva e sobe ao terceiro lugar.



