Justiça ao cair do pano consuma a grande reviravolta, Sporting reforça candidatura ao título

Mais um grande jogo entre o Sporting e o Sporting de Braga. Foi desta vez o Sporting que levou a melhor, com justiça, diga-se, sobretudo devido ao caudal ofensivo quer na quantidade de oportunidade criadas – e desperdiçadas – quer na superioridade territorial e de posse. Sobretudo na primeira parte, quando João Mário falhou nas barbas do guarda-redes, Slimani aos 27  falhaou o chapéu, o mesmo João Mário, isolado a não conseguir colocar em Slimani, por um triz, como se a impaciência em marcar tirasse o devido discernimento na zona de tiro, como aconteceu após outra assistência de João Mário, ao qual Ruiz não chegou por um triz. O que seria materializado na oportunidade das oportunidades do Sporting em toda a partida: cruzamento e cabeçada de Paulo Oliveira com defesa dfe Kritchiuk (grande exibição) com a bola a bater logo de seguida no poste. E como quem não marca sofre, Wilson Eduardo faz o golo, de primeira, aos 40 minutos, um bom golo remate forte e colocado após boa jogada de Rafa. Nem passariam quatro minutos e seria Rafa, após excelente sprint e jogada individual a fazer um golo ainda mais soberbo a gelar a Alvalade chuvosa desta tarde de Domingo invernoso. Só não gelou mais porque as mais de 40 mil pessoas presentes em Alvalade continuaram a apoiar calorosamente a equipa aplaudindo-a até ao recolhimento às cabinas. Com justiça, diga-se, pois a exibição era claramente melhor que o resultado. Mérito para o Braga, pelas transições rápidas, sentido táctico, inteligência e eficácia. Todavia as despesas de jogo estiveram a cargo do Sporting, tendo os bracarenses aproveitado e bem esse dado a da equação a seu favor. 

Consta que Jorge Jesus terá dito aos jogadores para  acreditarem na reviravolta, que ele mesmo acreditava se fosse aplicado o que fora treinado durante a semana. E como Adrien Silva confirmou na flash interview foi essa a mesma dinâmica imprimida no jogo, com muita inteligência no jogo e critério na posse e troca de bola, numa equipa com ideias e riqueza táctica. 
Entra a segunda parte e Gélson Martins entra por William, que havia feito uma primeira parte desastrada a confirmar o seu abaixamento de forma. E eis que logo ao início manteve-se a toada, com ataque constante e troca de bola. Bryan Ruiz falha nas barbas do guarda-redes. Aos 56, começa o momento de viragem, cruzamento de Gélson e bola e bola no braço de André Pinto, penalti a favor do Sporting. Adrien Silva converte. Pouco depois Slimani isola-se e falha. Defesa do guarda-redes a confirmar a grande exibição, Kritciuk não teve culpa em nenhum dos golos. Aos 76, vinte minutos depois do golo de Adrien, Freddy Montero, entrado à pouco por Bruno César faz o golo do empate, um grande golo, de primeira, após cruzamento-remate de Jefferson, a pôr alguma justiça no marcador. Aos 80 Jesus, tenta apostar na qualidade de passe e faz entrar Aquilani por João Mário. No Braga entra Marcelo Goiano. Até que aos 84 Rui Patrício tem com uma grande defesa um dos momentos da partida pois Rafa, quem havia de ser, a coroar um grande jogo, rapidíssimo isola-se e na cara do guarda-redes atira forte com selo de golo, ao que o guardião leonino prova mais uma vez porque é que é dos melhores na sua posição. E como quem não marca sofre, é o Braga a provar do seu próprio veneno, com Slimani a marcar à Slimani com uma grande cabeçada a raiar o fim da partida, após cruzamento de Ruiz. Estava sentenciada a partida – se bem que Goiano nos descontos ainda dispusesse de uma oportunidade. Uma grande vitória do Sporting. Num dos jogos mais complicados da temporada, virar assim um resultado contra um grande Braga, aliado à forte chuva e sabendo manter o sangue frio, só mesmo ao alcance de uma grande equipa em grande forma. 
Destaque ainda para dois jogadores em cada equipa, claramente os melhores nos dois conjuntos, sendo dois deles, os guarda-redes: Rui Patrício e Adrien Silva no Sporting, e Kritciuk e Rafa no Braga. De resto, mais um grande jogo de futebol entre as duas equipas.