Não passou verdadeiramente nenhuma das duas equipas que foram realmente superiores ao longo da eliminatória. Passaram as que, enfim, passaram. O Atlético de Madrid contou com uma valente dose de sorte na eliminatória, o Mónaco passou um jogo inteiro a defender em casa, depois de ter ganho muito bem fora, perante um Arsenal que não existiu no seu próprio Estádio..
Comecemos pelo Atleti, que podia ter saído da Alemanha vergado a outro resultado bem mais volumoso que 1-0 e acabou por marcar o seu único tento em casa por Mário Suarez (28), apostando depois num jogo de contenção e controlo de anos, talvez para evitar o golo do Bayer Leverkusen que o obrigaria a fazer três , o que desaguou em prolongamento e depois na disputa da eliminatória através dos penáltis. Aí os colchoneros acabaram por vencer por 3-2 – Oblak foi determinante e um dos heróis da partida (foi mesmo classificado como o homem do jogo) ao defender uma grande penalidade, ele que entrou pelo titular Moya que saíu lesionado.
Quanto ao outro jogo, do resultado de 0-2 (Giroud – 39; Ramsey – 79) pouco haverá a dizer a mais se as palavras usadas forem massacre e jogo de sentido único a favor dos gunners, frente a um Mónaco que apenas defendeu, e que deve a sua passagem na eliminatória em grande parte ao excelente trabalho táctico de Leonardo Jardim – sobretudo na primeira mão – até porque a diferença entre as duas equipas é grande e por vezes mesmo abissal, o que não é culpa do Mónaco, pelo contrário. O Arsenal, com melhor conjunto e jogadores, apenas se pode e deve queixar-se de si próprio.


