Barcelona 3-0 Bayern Munique (Leo Messi – 77 e 80 e Neymar – 93)
Existem as tácticas e existem os treinadores e as equipas e depois existem as lendas que desequilibram todas as equações, arrasam todos os prognósticos e jogos de probabilidades e fazem as equipas lendárias com títulos para a história e para contar aos netos. Messi, pois claro, em três minutos deu a volta a um jogo cheio de riqueza táctica e superior estratégia ao nível daquelas que são neste momento as duas melhores equipas da Europa, com um treinador de génio (Guardiola) e outro que se está a tornar num grande entre os grandes (Luis Enrique).
Com uma primeira parte – sobretudo nos primeiros vinte minutos – com uma equipa por cima, o FC Barcelona, e outra a defender, superiormente comandada por Neuer, o Bayern de Munique; os culés só não chegaram mais cedo à vantagem graças ao guarda-redes adversário, que com um punhado de grandes defesas foi o principal responsável pelo nulo ao intervalo.
Na segunda parte o equilíbrio e encaixe entre as duas equipas foi a nota dominante, tanto que até já se conjecturava se este não seria um resultado assim tão mau para o Barça, pois marcando em Munique, obrigaria o Bayern a esforços redobrados, o que pensando pensando deixou de ser pensado pois se o futebol é o momento, o que não dizer então do verdadeiro futebol-milagre, esse futebol dos génios que arrasta com lendas e verdadeiras paixões, esse futebol que apenas está nos pés dos predestinados, dos poucos como o foram Pelé, Garrincha e Di Stefano, Maradona, entre uns poucos mais. Ele é Leonel Messi, ele só mesmo ele para hoje reduzir o Bayern de Guardiola de tal maneira que mais parecia uma equipa pequena e sofredora. Isto em apenas 3 minutos – no que entrará certamente no top dos grandes momentos da Liga dos Campeões -Leo Messi fez dois golos que praticamente sentenciaram o primeiro finalista da final de Berlim desta edição da champions. Primeiro, aos 77′, na sequência de uma perda de bola dos alemães, com o argentino, à entrada da área, a disparar forte e colocado de forma a Neuer não conseguir defender, estava feito o 1-0; depois, aos 80, num momento de puro génio, magia pura para ver e rever, até porque contado não se conta nada, Boateng e Neuer que o digam, estava feito o 2-0.
Com um Bayern ficou atordoado e de lucidez perdida a balancear-se para o ataque – a que não é alheia a entrada de Goetze – o Barcelona ainda iria, já depois dos 90, marcar num rápido contra ataque de Neymar que na cara de Neuer atirou ao fundo das redes, para o 3-0 final. De referir apenas ainda que o Bayern de Munique conseguiu o feito de ter 53% de posse de bola no Camp Nou, prova que Guardiola tinha a lição bem estudada para trazer de Barcelona outro resultado. O que de impossível, verdade é que as duas equipas voltam a encontrar-se na próxima terça-feira em Munique.


