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Real Madrid imperial é super-campeão europeia

O Real Madrid venceu a Supertaça Europeia e mantém a invencibilidade, ampliando o seu máximo nas competições europeias como o clube com mais títulos.

À liderança histórica o Real Madrid junta a liderança presente. Não tem neste momento rival à altura. E será preciso tempo até que os blancos saiam do seu ceptro: são claramente a equipa mais forte do planeta. A pedir meças a todos os rivais. E pode olhar-se para todos, um a um, dos verdadeiros candidatos a mais uma Liga dos Campeões.
À grandíssima equipa,, à atitude, à dominação indómita, à motivação que não esmorece, comandada por um treinador que já é de topo de topo, tendo sido um jogador topo de topo e sabe gerir os egos como ninguém – não tendo ele sido também uma estrela máxima. O onze, quem entra, quem se junta, todos os que se vêem, sem excepção jogam de olhos fechados, ou pelo menos é essa a exacta ideia a quem os veja de fora. Este Real Madrid é uma equipa mecanizada, mortífera, inteligente, eficaz, esclarecida, que sabe o que está a fazer, que tem consciência do seu jogo, além do mérito, justificando-o, além de qualquer adversário, superando-o. Certo que este Manchester United de José Mourinho acordou demasiado tarde na partida; ainda é um equipa em construção, salta à vista, joga bem mas não está sólido nem esclarecido, ainda não adquiriu a frieza do dominador, e sem o saber apenas joga o que o deixa jogar, o dominador, entre as poucas equipas neste momento no mundo capazes de cilindrar os red devils. Não admira que tenham consentido o golo relativamente cedo (Casimiro, 25), num golo em que parece estar em posição irregular, e que pediria a presença de um vídeo-árbitro. O primeiro terço da segunda parte ainda serviu para sublinhar a superioridade merengue, com Isco a fazer o 2-0 aos 52.
A partir daí o domínio do United foi mais acentuado, sobretudo pela entrada de Rashford, que foi um pesadelo para a defesa madrilena. Pogba falharia com toda a baliza pela frente um golo cantado, para aos 62 minutos Lukaku reduzir a contagem. Tendo o conjunto de Manchester saído da Macedónia de cabeça erguida, tendo no entanto todo um caminho pela frente. Margem de progressão não lhe falta. Vê-se e sente-se uma equipa forte e motivada pronta a progredir e a deixar a sua marca e identidade. Coisa que já não tinha, vamos lá, desde os tempos de Alex Ferguson.

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