O resultadismo nem sempre dá bom resultado e o Chelsea apenas se pode queixar de si próprio depois de partir de um resultado favorável com um empate com golos em Paris e com a expulsão de Zlatan Ibrahimovic, aliás duvidosa, que deixou os parisienses grande parte do jogo – incluindo toda a segunda parte e o prolongamento – com menos um jogador, na menos que a sua maior estrela.
Mais, o futebol de ataque, tal como na primeira mão, apenas ficou a cargo do PSG, com os de Mourinho a praticarem um futebol calculista, cheio de teias tácticas, por vezes a assemelharem-se mais a um conjunto de xadrez do que a uma equipa de futebol.
Partida de xadrez que aliás se assemelhou bastante à primeira parte. Com um jogo intenso, porém emaranhado em armadilhas tácticas mútuas, com o absoluto empenho de todos os grandes jogadores que lutavam no relvado de Stamford Bridge, não se pode dizer que não foi muito interessante, até porque o futebol não é só golos, como sabemos. Somemos a isso altos graus de agressividade e intensidade que, com uma certa – mesmo que anormal – naturalidade, estaria presente no lance que ditou a expulsão de Ibrahimovic, exagerada, a nosso ver.
Para agravar a má atitude dos blues, mesmo com dez, o Paris Saint Germain assumiu o jogo, o que aliás faria em toda a segunda parte. O Chelsea jogava tudo nos desiquilibrios de Hazard, senão mesmo de Diego Costa, que no entanto sempre foi bem manietado pela dupla de centrais David Luiz / Thiago Silva. Cavani, aos 57, atirou ao poste. O Chelsea, em contra-ataque, porém faria o 1-0, aos 81 por intermédio de Cahill. Resultado injusto que seria atenuado perto do fim com uma cabeçada de David Luiz (86), o jogo iria para prolongamento. O Chelsea além de ter a equipa mais fresca, contava ainda com a superioridade numérica. Com o acrescento da sorte de um penalti por uma mão desnecessária de Thiago Silva, Hazard converteria o castigo máximo (96). Valeu aos parisienses que a justiça seria feita para valorizar uma passagem histórica que se revelou épica quando o mesmo Thiago Silva – que aliás fez um grande jogo – faria o golo a seis minutos do fim. Os parisienses estão nos quartos-de-final com toda a justiça.
No outro jogo o Bayern Munique recebeu e goleou o Shaktar Donetsk por expressivos 7-0 – em jogo no entanto marcado pela expulsão de Kucher deixando os Ucranianos com dez e a perder por 1-0 logo aos três minutos – igualando o record da champions, que aliás já lhe pertencia, frente ao Basileia.
Confirmam-se assim os quatro primeiros clubes a entrarem na fase seguinte da prova, a ante-penúltima. São eles o FC Porto, o Real Madrid, Bayern Munique e o Paris Saint Germain.


