Roma joga mal. O que podemos esperar de José Mourinho após uma semana de derrotas?
Perder é comum no mundo da bola, mas a questão sobre o treinador é se ele pode andar com seus antigos sapatos, nos velhos estádios onde era campeão de tudo
Há 20 anos era construída uma das famílias mais relevantes em Portugal: o Porto de José Mourinho.
A equipa foi uma avalanche de ideias para novos treinadores em Portugal e revolucionariam de uma vez o futebol português que contava com lampejos de alguns bons atletas, Rui Costa entre os melhores e a estrela de Figo no mundo, além da promessa que viria se tornar uma lenda, Cristiano Ronaldo.
Após vencer a Champions pelo azul e branco, Mourinho colecionou momentos célebres no futebol, sejam eles bons ou ruins. Porém, sempre icônico, “The Special One” é o maior treinador da história do Porto, da equipa do Chelsea e da Internazionale, muito em função por saber conduzir seus elencos…
Desde então, após 12 anos de sua última Champions, Mourinho iniciou mais uma temporada em uma competição europeia. Pela Roma, ele levou a Conference League, como esquecer seus prantos quando se classificou para final, na jornada contra o Leicester? Atraiu peças de renome como Dybala, e disse não as sondagens do magnata Paris e favorito a tudo.
Mas com a derrota de 2×1 na Bulgária, para o Ludogorets nesta quinta-feira (8), e para a Udinese no último domingo (2), por 4×0, onde a equipa da Roma pode rumar?
Mourinho é capaz de voar alto como outrora?
Em tempos de verões em Milão ou até mesmo em Porto, seu Olimpo.
Madrid o primeiro inferno de Dante. Na volta aos blues, o segundo. Mesmo ganhando e se provando entre os grandes nesses desafios complexos, até mesmo no terceiro, em Manchester – conquistando títulos domésticos e uma Europa League. No regresso à Londres, principalmente pelo Tottenham, vivera o quarto inferno. Saiu sem título, e questionado mais ainda sobre sua competência.
Carlo Ancelotti é a prova viva dos grandes treinadores de tempos distantes que estão a revolucionar o futebol novamente, mesmo depois de ir para Nápoles e treinar o modesto Everton. Com uma nova oportunidade na equipa de craques madrilenha, o italiano triunfou sobre os favoritos na última Champions League e levou a sua quarta Liga.
Não há dúvidas sobre quem é José Mourinho. Mesmo Scolari levando Portugal as meias-finais de Campeonato do Mundo, na Alemanha-06, após o vice-campeonato em casa, na Eurocopa de 2004, ou Fernando Santos conquistando a mesma, em 2016, em uma campanha improvável, o bicampeão da Champions é de longe o maior nome de técnicos que já passaram por Portugal, ou que carregam as suas origens pelo continente.
Porém, o imediatismo, que sempre injusto, põe em dúvida se veremos ainda um Mourinho entre os protagonistas – lugar que jamais deveria sair. E que estará imortalizado.
Edição: Vinícius Azevedo
Fotos: Football Dream
Última actualização: 9 de Setembro de 2022


