Sporting foi derrotado por 2-0 pelo Wolsburgo, na Alemanha. Não estando o Sporting eliminado, o resultado acaba por constituir um dos piores dos cenários, estando os leões obrigados a fazer pelo menos dois golos e a não sofrer nenhum com uma daquelas que é das equipas com maior poder ofensivo no futebol europeu, como aliás o têm provado os resultados mais recentes.
O jogo em si até nem começou a correr mal para o Sporting, que fez aliás uma excelente primeira parte, controlando e dominando com critério, posse de bola e vigilância constante. No entanto – e para o Sporting europeu tem havido sempre um no entanto – mais uma vez o passo necessário não foi dado por uma equipa que se quer, e se dispõe, a ser tomada como equipa vencedora e candidata a ganhar troféus importantes – e aqui as culpas não podem nem devem ser postas ao treinador que, salta à vista, só mais não fez porque não tem.
A verdade é que, na primeira parte, e como sabemos, controlando heroicamente o jogo e dominando a meio campo, um contra-ataque de golo feito com Carrillo deu em falhanço na cara do guarda-redes tendo depois – como não podia deixar de ser e pela segunda vez esta época em território alemão – ter sido negado um penalti por mão flagrante de Vieirinha.
Antes ficasse assim, apetece dizer, que o que se passou ao intervalo, não podendo nós imaginar, podemos intuir pela desconcentração com que é sofrido o primeiro golo logo ao abrir da segunda parte, com Bas Dost a isolar-se e a fazer o golo com a maior das facilidades e desconcentração da defesa. Bas Dost faria depois o segundo, aos 63 minutos. João Mário, que até foi dos melhores e esteve em excelente plano, falharia a seguir um golo cantado na cara da baliza, pelo menos tão flagrante como o de Carrillo – golo que abriria outras perspectivas para a segunda mão. E como os milagres não são assim tão comuns, o jogo em si acabou por ser um jogo racional pesado tudo o que aconteceu. Mesmo as defesas milagrosas de Rui Patrício, que salvaram o Sporting de ser eliminado desde já, dão algum toque de verdade ao comportamento incompreensível de que o mesmo foi alvo durante a semana. Gente que, enfim, o grande capitão leonino não lhes fez a vontade…


