O Sporting pode ter dito adeus ao título – caso o Benfica vença amanhã. Mais um empate, a juntar-se a vários empates comprometedores que praticamente explicam o grande atraso pontual em relação ao primeiro classificado, e agora ao segundo, o F.C. Porto, que já está a cinco pontos.
O jogo até começou bem ao Sporting, que entrou bem jogando um agressivo e por vezes sufocante futebol de ataque, efectuando uma pressão alta, claramente a tentar resolver a partida o quanto antes, possivelmente para poder geri-la mais tarde já a pensar no dificílimo confronto com os alemães do Wolfsburgo já na próxima quinta-feira.
O Belenenses porém acabou por resistir à pressão verde e branca e equilibrar o meio-campo começando a construir oportunidades ainda na primeira parte que poderiam dar um certo ar de injustiça a um resultado que já não batia muito certo com o que aconteceu no primeiro tempo. Portanto 0-0 ao intervalo.
Na segunda parte porém o Sporting foi abaixo, as substituições (Tanaka e Carlos Mané entraram por Montero e João Mário) acabaram por não ter o resultado desejado e o Belenenses começou a disputar o jogo pelo jogo, ganhando muitas disputas e segundas bolas a meio-campo lançando rápidas e perigosas transições para o ataque. Num lance fortuito, com muitas culpas para Rui Patrício, acabaria por marcar o 1-0, por intermédio de Rui Fontes, jogador emprestado pelo Benfica e formado no Sporting. Aos 69 minutos, significava que o Sporting tinha pouco mais de 20 minutos para dar a volta a um jogo que teria impreterivelmente de ganhar. O Sporting até aumentou o domínio, mas mais uma vez, tal como se viu no jogo anterior contra o Benfica, não tinha soluções e o que mais se fez sentir foi a falta do seu verdadeiro homem de área: Islam Slimani.
Mesmo assim, já em tempo de descontos, depois de Cédric ter sido expulso por acumulação de amarelos, num nos muitos cruzamentos e após falha da defesa azul (mau alívio de João Meira), Mané conseguiu empatar o jogo.


