O Sporting, com uma abriu oficialmente a época em Alvalade após o desaire da primeira jornada em que, com dois golos de avanço permitiu um empate perante o Estrela da Amadora. A plateia de Alvalade, apesar da prometedora pré-época com uma equipa muito renovada, não esquecera as doze vezes em que a equipa sob o comando de Rui Borges acabara por perder pontos após estar em vantagem no marcador.
A primeira parte correu muito bem: o Sporting mostrou classe, velocidade, intensidade, qualidade técnica, eficácia e belas jogadas de que resultaram três grandes golos em três remates enquadrados –Ionnadis, em grande, esteve nos três, marcando e assistindo. O público gostou.
No regresso do intervalo, o leão parecia satisfeito e saciado com a vantagem – demasiado cedo, como se viu. Pelo contrário, nada tendo a perder, o Vitória revelou-se corajoso, subiu na intensidade e na pressão avançando decididamente pelo meio campo adversário procurando abertamente discutir o resultado.
E quase o conseguiu, com dois golos: este Sporting, sem os automatismos, a segurança e a qualidade do meio campo da época passada (Morita e Hjulmand) ainda está a aprender a fazer a gestão do resultado, parecendo adormecer e perder coesão e concentração competitiva. Além disso a equipa revela pouca confiança perante a pressão: baixou linhas, descontrolou-se e acabou por perder completamente o controlo do jogo, dando espaço e revelando-se incapaz de responder à velocidade e o arrojo vitorianos, sucedendo-se passes falhados, erros de marcação e perdas de em zonas perigosas, de que resultaram golos. Na segunda parte o Sporting apenas viu jogar, não tendo feito um único remate à baliza do Vitória, terminando o jogo numa nervoseira alargada às bancadas. Mesmo sob sufoco, conseguiu salvar os três pontos da vitória. O campeonato está no início, mas equipa que busca a vitória não pode ter medo de vencer perante as adversidades.
Texto VN – Fotografia Arlindo Homem


