Um empate cheio de perguntas…

O Sporting perdeu o primeiro lugar e mais uma vez viu perderem pontos em casa. Num jogo em que mal grado os erros cometidos, e em que Jorge Jesus, é preciso dizê-lo, não foi tão feliz como em outras ocasiões, o Sporting não soube realmente ter o esclarecimento necessário para merecer a vitória num jogo em que os seus melhores elementos em campo foram os guarda-redes Cássio e Rui Patrício. É claro, pelo menos por enquanto, que o Sporting tem reduzidas opções ofensivas – a falta que teria feito Montero em desarmadilhar a defesa vila-condense –  mais a mais desgastada na segunda parte pelas lesões e confronto a meio da semana – quando é preciso começar a pensar outra vez em Mané como segundo ponta de lança, e mesmo Ruiz, caso contrário o jogo ofensivo leonino ficará cada vez mais reduzido e monocórdico.
Em relação ao jogo novidade no onze com Coates e Téo Gutierrez no onze. Com forte apoio do público o Sporting entra forte e mandão no jogo. Parecia que seria uma noite de celebração em Alvalade, nada mais errado. Nada que negue, pelo contrário, que terá sido um bom jogo de futebol. Foi um bom jogo de futebol, sobretudo na primeira parte, com períodos absolutamente electrizantes. 
Nove minutos primeira boa oportunidade para o Sporting com cruzamento defendido por Cássio que logo abriu o contra-ataque vila-condense com Cuca. Dois minutos depois erro da defesa do Rio Ave deixa Ruiz isolado mas mais uma vez Cássio nega um golo cantado do costa-riquenho. Minuto depois Slimani falha mais uma vez face a Cássio. O Rio Ave é que não se ficava e Wakaso chutou uma bomba rasteira que passou rente ao poste de Patrício. Prova que os vola-condenses, nunca perdiam de vista o resultado é o pontapé de canto logo a seguir. E Edimar pouco depois também a dispor de uma oportunidade. Tudo por problemas de saída da bola a partir do meio-campo dom Sporting, facto a que William e mesmo Rui Patrício não podem nem devem ser alheios, não aconteceu nem uma, nem duas, nem três vezes ao longo da partida… 
Aos 23 a melhor oportunidade de toda a partida com Kayembe à frente da baliza a falhar um golo feito, salvou a mancha de Rui Patrício, com muita sorte à mistura. Logo a seguir Téo quase marca. A continuar grande descidade Marvin Zeegelaar com Slimani a não conseguir captar a bola. O publico apoia e apoia e apoia a equipa. 
A partir dos trinta a pressão do Sporting torna-se (mais) asfixiante. Problema mesmo William Carvalho e a sua periclitancia em sair com a bola, tanta que chega até a ser alvo de assobios dos adeptos. Até que aos 36 minutos jogada impressionante de João Mário com Cássio a fazer uma enorme defesa daquelas em que só mesmo um guardião em grande pode negar o golo. A pressão asfixiante sim todavia o Rio Ave sem nunca perder de vista o contra-ataque. O que serve para desviar a pressão nunca deixando de ter de vista o golo, o que foi acontecendo ao longo de toda a partida. 
Sporting termina a primeira parte ao ataque. Mas, quase como não pudesse deixar de ser, quem acabou a fazer uma grande defesa foi Rui “São” Patrício.
Segundo tempo sem a habitual alteração esperada com a saída de William. No entanto o Sporting logo dispor de um canto e grande passe e Ruiz a isolar Téo mas muita cerimónia, jogo muito fraco do colombiano, mais um estorvo na equipa que outra coisa, no que dá que pensar – ou talvez nem tanto – como um titular da selecção colombiana nunca “explodiu” a partir dos patamares onde se encontrava.  Mas adiante, que da falta de acutilância ofensiva da equipa do Sporting o Rio Ave extraía vantagem.Assim Yazalde se isola aos 49. E tudo começara com um duplo ataque do Sporting… Logo entra Ruben Semedo para o lesionado Paulo Oliveira, situação que é quase aproveitada pelo ataque do Rio Ave, com uma das melhores ocasiões do jogo com Rui Patrício a fazer uma defesa de assombro, quase impossível com Kayambé a cabecear de cima para baixo. No que a ironia se seguiria com Ruben Semedo a provar que – com o estreado Coates é neste momento o claro melhor central da equipa leonina….
56 minutos entra André Villas-Boas pelo lesionado Marcelo. Um minuto depois a melhor oportunidade do Slimani em todo o jogo com o argelino a cabecear perto bem perto da baliza no tipo de cabeçada. Depois golo anulado ao Sporting por falta de Coates. Até que Barcos entra por Téo e Ukra. O Sporting intensifica o ataque. Os leõs baçanceados no ataque abrem espaços enquanto perdem esclarecimento. Sai então William para entrar Gélson. O Sporting tenta jogar em velocidade e balancear-se no ataque. Quase 40 mil pessias vibram com a equipa mas 78 minutos e equipa ainda não marca. 80 minutos grande jogada de Gélson que ao toque de génio não correspondeu com cruzamento devido quando tinha Slimani isolado. O mesmo Géslon que falhou um golo feito. 86 minutos, para não variar, Cássio defende mais uma cabeçada de Slimani. 
O Sporting empata fica um sabor amargo em Alvalade e perguntas, muitas perguntas, perguntas a terem de ser respondidas nas próximas semanas. Resta saber quais serão as respostas. Destaque também para a boa estreia de Coates, em relação a Barcos nem por isso, mas podia-se pedir mais com três dias de treino? E com Bruno César e Mané no banco? Pergunta(s) para o treinador.