E cinco anos depois o Real Madrid é novamente campeão. Indiscutível, diga-se, desde o primeiro golo de Bale em San Mamés, culminando com o primeiro de Cristiano em Málaga. E ambos aos dois minutos. É o 33ªa La Liga do Real Madrid.
Sérgio Ramos com seus golos decisivos. Isco, Modrid, Kroos, e o inevitável Cristiano Ronaldo ajudaram e muito. Bem como Keilor Navas. Todos, em suma. A razão está no treinador, aposta ganha. Zinedine Zidane, forte tacticamente, teve sua força maior, todavia, porque única, na gestão dos egos do plantel, bem como da versatilidade da equipa. A gestão foi perfeita, contruída quer a primeira equipa quer sobretudo uma segunda equipa que não apenas poderia concorrer com a primeira equipa do Real Madrid e Bercelona pelo título maior de Espanha como também permite aos jogadores maiores e mais influentes atacarem o final da época em forma. No final, enfim, todos acabam campeões, todos acabam contentes, todos acabam unidos. E com o ceptro maior do futebol europeu ao alcance. Espera-o com a Juventus, que pelas mesmas horas se sagrava hexa-campeão de Itália.
Zinedine Zidane – que como jogador já tinha sido campeão e ganho a Taça do Rei e sido campeão europeu – tem inteligência, humildade, saber, e claro está, pedigree, conseguindo dosear e sobretudo domar um balneário cheio de milionárias estrelas. E fazendo render suplentes de luxo como Morata, James Rodriguez, Coentrão, Danilo, tornando-os importantes. Mostrando que, sobretudo em equipas de topo, torna-se essencial mesclar o quoficiente de inteligência ao quoficiente emocional. Algo que corre sério risco de ser coroado com o ceptro mais alto do futebol europeu. Ronaldo, Marcelo, Kross, Bale, Modrid, entre outros prometem estar em excelente forma, até porque motivação não falta a ninguém. São todos campeões.


