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Éderson… Estrelinha… Vitória muito melhor que exibição

O  Benfica venceu o Borussia Dormund em casa por 1-0 na primeira mão dos oitavos de final da Luga dos Campeões. Bom resultado pela vitória e sobretudo por não sofrer golos. Óptimo resultado visto a quantidade de golos desperdiçados pelos alemães, com destaque para Aubameyang  que aos golos falhados somou um penalti muito mal marcado. De qualquer modo, o Benfica soube sofrer, ser prático, marcar quando teve oportunidade e saber usar do factor sorte. A tal estrelinha que nem todos podem aproveitar. A ajudar também, como não podia deixar de ser em jogo (mais) de sentido único – “só” na primeira parte, no final, os amarelos de Dortmund chegaram a ter 62% de posso de bola contra 38% dos encarnados – a estrondosa exibição de Ederson. Nas bancadas Taffarel, um dos responsáveis pela escolha de guarda-redes da selecção brasileira, terá saído da luz muito satisfeito. 

Num jogo em que o Benfica não contou com o seu principal motor e craque desequilibrador, Jonas, o treinador Rui Vitória não foi muito feliz nas opções iniciais escalando para o onze inicial um meio campo curto para o poderio físico dos germânicos, Fesja e Pizzi revelaram-se ali insuficientes. Também Carrillo, aposta ganhar contra o Arouca, não foi a unidade mais em destaque. Muito menos Rafa que não atravessa um dos seus melhores momentos de forma. 

De qualquer modo os de Dortmund trocaram a bola com classe e estilo progredindo no terreno em toda a primeira parte.

Ao intervalo, Rui Vitória teve mesmo de tirar Carrillo, entrando em campo Filipe Augusto, desviando Rafa para a esquerda, indo Pizzi para o lado de Mitroglou. Pois foi Mitroglou que marcou. O Borussia de Dortmund acentuou então o seu domínio, falhou uma grande penalidade e chegou o maior momento de Éderson com o espaço-tempo a acentuar a enorme densidade de defesas assombrosas e os mais de 55 mil espectadores a saírem do Estádio satisfeitos, quiçá a pensarem que marcando primeiro em Dortmund a turma germânica terá de fazer três golos. Muita cautela, no entanto, é necessária. Os quase 80 mil adeptos entusiastas que fazem do Signal Iduna Park um dos Estádios mais difíceis de jogar do mundo darão certamente muita força à equipa comandada por Thomas Tuchel. 

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