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Fejsa – o Red Power

Temos uma confissão a fazer: Com Fejsa foi diferente!

Seria disto quer o Benfica andava à espera? Rui Vitória tem vindo a insistir que a equipa funciona como um todo e que as lesões de algum jogador são contingências a superar pelo colectivo… Certo. Mas a verdade é que com Fejsa o Benfica é diferente. Fica mais estabilizado, mais equilibrado e mais acutilante. Já no ano passado isso foi notório. A consistência defensiva que o sérvio dá à equipa é a força motriz para que os seus colegas mais à frente se soltem e desenhem as jogadas envolventes que resultam em situações de golo.

Hoje quem é que deu pela falta de Salvio? Com uma entorse no tornozelo direito não foi sequer convocado para este jogo com o Paços de Ferreira. Mas o meio campo não se ressentiu. Não é que Salvio seja dispensável, não é disso que se trata. É de Fejsa que se trata; Fejsa parece ser indispensável.

Contra o Paços de Ferreira o Benfica entrou no jogo com a vontade de provar que a crise é algo fabricado no discurso dos comentadores televisivos – nos primeiros 28 minutos colecionou 9 cantos a seu favor e diversas situações de golo que não terminaram no fundo das redes de Marco Felgueiras (que excelente atuação!) por cerimónia dos seus atacantes; depois de desenhar jogadas com passes rápidos e perfeitos (algo que não tem sido usual para os lados da Luz) o último pontapé havia de encontrar ou o Rui Correia, ou o Vasco Rocha – que foi incansável a correr o campo todo -, ou o Miguel Vieira – bastante agressivo a defender mas sempre dentro de todos os limites -, ou o excelente posicionamento de Marco Felgueiras – não é um guarda-redes exuberante, que faz defesas para a fotografia, mas sabe posicionar-se de forma perfeita entre os postes.

Grimaldo e Cervi mostraram que falam a mesma língua, entendem-se perfeitamente, Rui Vitória também tem penado com as diversas ausências por lesão do espanhol.

Mas ainda Cervi, foi ele quem aos 19 minutos inaugurou o marcador, depois de um cruzamento da esquerda de Zivkovic. O miúdo pequenino rematou sem qualquer hipótese para Mário Felgueiras, enxotando os fantasmas com que alguns queriam assombrar a equipa de vermelho.

Foi a melhor altura do jogo benfiquista, um desenvolver de oportunidades que iam fazendo levantar os 47.000 espectadores.

Depois o Benfica começou a controlar o jogo. Isso foi mais evidente na segunda parte com a equipa da capital do móvel a mostrar-se mais a Júlio César. São de referir alguns bons pormenores de Welthon, muito bom de bola e muito trabalhador, a vir atrás tanto para ajudar defensivamente como para transportar bolas. Diego Medeiros mostrou-se rápido mas inconsequente, já Xavier que alimentou o brasileiro com bastantes lances de ataque, foi substituído aos 60 minutos, presumimos que tenha sido por cansaço, porque estava a ter uma brilhante prestação.

Depois apareceu Jonas, não podia faltar. Aos 61 minutos aumentou a vantagem para 2-0 e a sua conta pessoal para 8 golos nesta Liga.

Raul que entrou para o lugar de Seferovic ainda teve algumas oportunidades que acabaram goradas e o marcador não se alterou mais. Isto, apesar de nesta segunda parte a equipa de Vasco Seabra ter atacado mais vezes, aumentado a posse de bola e desenhado lances com maior perigo para Júlio César – o imperador imperturbável.

Foi um jogo para o Benfica mostrar aos seus adeptos que podem confiar: Com Fejsa é diferente. Red Power.

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