QUANDO OS GUARDA REDES GANHAM PONTOS

Um dérbi em Lisboa, um clássico no Porto e os guarda redes fizeram a classificação da jornada.
Ninguém diria que logo depois de Benfica e Sporting terem empatado, arrecadando apenas um ponto cada, isso seria o suficiente para os dois clubes lisboetas descolarem do Porto na tabela classificativa. O
Porto jogava em casa com o Vitória da cidade berço, a equipa que depois de prometer muito na pré-época ainda não tinha ganho nenhum ponto. Depois de ter ido para o intervalo a ganhar por 2-0 (com o segundo golo a ser muito contestado, com o VAR a «estar em baixo» mais uma vez, durante muito tempo, exatamente na altura em que surge um golo ilegal… como no ano passado aconteceu no Aves-Benfica) o Porto viu o Vitória empatar o jogo na segunda parte e, já perto do final, os conquistadores conseguiram mesmo a vitória com um golo de Davidson no minuto 87. Mas a figura maior foi Douglas, o guarda redes do Vitória, que com toda a justiça foi considerado o melhor jogador em campo. Ele defendeu a sua baliza como se um castelo fosse e as duas brechas nas muralhas, feitas por Brahimi e André Pereira não impediram que as gentes de Guimarães vencessem esta batalha, conquistando os 3 pontos.

Já no estádio da Luz, perante mais de 60.000 espectadores, aconteceu outra batalha épica. O Benfica tem demonstrado neste início de temporada que está desconfortável com a falta de Jonas. E se Pizzi nas duas primeiras jornadas ainda pôde compensar alguma coisa hoje, numa noite desinspirada, foi mais um dos que não conseguiram resolver. O Sporting, apesar de todas as tribulações deste inicio de época, apresentou-se em São Domingos de Benfica sem medos. Nunca conseguiu na verdade assustar muito o greco-germano Odisseas mas também não desistiu de deixar sempre bem à frente dois dos seus avançados, ora Montero e Nani, ora Montero e Raphinha. Sempre a jogar viril, e bem viril no caso de Ristovski, mas sempre com o discernimento de anular bem o fim das jogadas de ataque do Benfica. E quando a bola consegui ser rematada à baliza estava lá a Legião Francesa de um homem só: Foi 1 Salin, 2 Salins, 3 Salins, 4 Salins… o homem desdobrava-se, voltava a desdobrar-se e estava sempre no lugar certo.
Mas não basta dizer que o Benfica teve 62% de posse de bola, ou que fez 42 ataques contra 29 e que teve 8 oportunidades de golo contra uma. É preciso dizer que o Benfica está sem pontas de lança e que teve de ser um médio a marcar o golo. Mas neste momento é bom referir que médio foi esse: Foi o puto, aquele que só há 9 meses pôde tirar a carta, aquele que há 3 meses jogava no Benfica B. João Félix de seu nome, mais um a juntar-se a Gedson Fernandes nos intocáveis de Rui Vitória. O primeiro golo do miúdo com a camisola principal do Benfica empatou o jogo que Nani queria ganhar; Nani que hoje marcou o seu primeiro golo ao Benfica (num penalti mais que evidente depois de um erro de Jardel).
Mas o homem que que fez o resultado do jogo nasceu no noroeste de França, em Mayenne, já tinha passado pelo Marítimo, estava eclipsado atrás de Rui Patrício mas hoje brilhou mais que a Luz.
Hoje os guarda redes decidiram a tabela classificativa.

E amanhã, frente ao Boavista, Caio Secco vai valer o 1.º lugar ao Feirense?

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